Monumento a César Bierrembach pixado: falta de respeito à memória da cidade.
Monumentos e bustos em Campinas são alvos de vandalismo e abandono da Prefeitura
Ilustres figuras políticas e artísticas de Campinas, bem como acontecimentos e fatos marcantes de sua história, são ignorados e até despeitados pela própria Prefeitura e população da cidade. Monumentos, bustos, hermas e placas históricas situados nas praças e avenidas de Campinas não recebem manutenção do poder publico e são constantemente alvo de vândalos que desconhecem a rica trajetória da “princesa do oeste”.
Não é preciso andar muito para perceber que a maioria dos monumentos e bustos do chamado “centro histórico” de Campinas estão pichados, quebrados, servindo de deposito de lixo e ate mesmo de local de descanso na rotina corrida do campineiro. Muitos nem ao menos sabem quem são os personagens ou acontecimentos representados. O que vale é ter um local para sentar ou deixar aquele lixo incômodo. Para os transgressores, em sua maioria adolescentes, os monumentos e pedestais de bustos são lugares ideais para deixarem suas marcas.
Segundo Deise Ribeiro, Coordenadora da Coordenadoria Setorial do Patrimônio Cultural (CSPC), Campinas não possui uma política de conscientização da população a respeito de seus bens culturais. Assim, uma população que não conhece sua historia, não toma para si à responsabilidade de preservar o que é de todos. Para tanto, seria necessário um trabalho longo e continuo de conscientização da população, desenvolvido em parceria entre as Secretarias de Cultura e Educação, ate que os moradores se apropriassem do patrimônio histórico e cultural da cidade, preservando e valorizando-o.
Deise explica que a responsabilidade pela limpeza dos monumentos e bustos é do Departamento de Parques e Jardins (DPJ), ligado à Secretaria de Infra-Estrutura. Entretanto, a segurança dos bens históricos deveria ser feita conjuntamente com a polícia, que deveria estar mais presente aos locais onde eles se encontram. Uma melhor iluminação dos monumentos e bustos seria necessária, já que é a noite que a maioria dos casos de vandalismo costuma acontecer.
De acordo com Deise, depois que as obras são pichadas, pouco se pode fazer para recuperá-las. A tinta spray adere ao monumento e dificilmente é tirada pelas técnicas usuais de limpeza. “Há certo tipo de produto que retira a tinta usada pelos pichadores, mas ela acaba por corroer o material do monumento, geralmente nobre, como o bronze, o que acaba por prejudicá-lo ainda mais”. Um outro produto citado por ela, pode ser usado para não permitir que a tinta spray se fixe nos materiais, mas este é caríssimo e sua aplicação só poderia ser feita a longo prazo, devido os altos custos de compra e contratação de um especialista na aplicação.
Já quando os monumentos e bustos são quebrados ou tem alguma peça furtada (como já aconteceu com uma das quatro liras do monumento a Carlos Gomes, ou a perna do menino do monumento a Dom Nery), a manutenção e recuperação do mesmo dependem de verba da Prefeitura para ser realizada, o que pode demorar meses e até anos.
A falta de verbas, aliás, é outro problema enfrentado na preservação do patrimônio cultural de Campinas. Campanhas de conservação e de manutenção dos bens históricos não são prioridades dos governantes, o que faz com muitos continuem depredados e pichados por longo tempo. “Existe mais discurso sobre a valorização da história e da cultura do que ações”, diz ela. O CONDEPACC está em negociação para liberação de uma verba para manutenção dos 17 monumentos tombados, mas não há previsão de quando isso acontecerá.
Enquanto isso, os monumentos aguardam por reparação, como é o caso do busto de Thomaz Alves, que faz parte de um monumento situado na Praça Carlos Gomes. Alvo de vândalos que tiraram a “cabeça” do monumento, ele aguarda por reparos, estando hoje no deposito do DPJ. Quando isso ocorre, as ações de recuperação são realizadas pela Secretaria de Infra-estrutura, supervisionada diretamente pela CSPC e CONDEPACC. Deise ainda explica que, quando um monumento é tombado pelo CONDEPACC, a supervisão sobre as condições deste é feita com maior regularidade, o que pode facilitar o processo de conservação; o mesmo não ocorre com os bens não tombados. A Prefeitura não possui um mapeamento de monumentos e bens históricos, o que é um erro grave. A única documentação disponível é a que encontra-se no Centro de Documentação do Patrimônio Cultural Maria Luiza Silvania Pinto de Moura, ligado a CSPC, mas limitada aos bens tombados.
Não é preciso andar muito para perceber que a maioria dos monumentos e bustos do chamado “centro histórico” de Campinas estão pichados, quebrados, servindo de deposito de lixo e ate mesmo de local de descanso na rotina corrida do campineiro. Muitos nem ao menos sabem quem são os personagens ou acontecimentos representados. O que vale é ter um local para sentar ou deixar aquele lixo incômodo. Para os transgressores, em sua maioria adolescentes, os monumentos e pedestais de bustos são lugares ideais para deixarem suas marcas.
Segundo Deise Ribeiro, Coordenadora da Coordenadoria Setorial do Patrimônio Cultural (CSPC), Campinas não possui uma política de conscientização da população a respeito de seus bens culturais. Assim, uma população que não conhece sua historia, não toma para si à responsabilidade de preservar o que é de todos. Para tanto, seria necessário um trabalho longo e continuo de conscientização da população, desenvolvido em parceria entre as Secretarias de Cultura e Educação, ate que os moradores se apropriassem do patrimônio histórico e cultural da cidade, preservando e valorizando-o.
Deise explica que a responsabilidade pela limpeza dos monumentos e bustos é do Departamento de Parques e Jardins (DPJ), ligado à Secretaria de Infra-Estrutura. Entretanto, a segurança dos bens históricos deveria ser feita conjuntamente com a polícia, que deveria estar mais presente aos locais onde eles se encontram. Uma melhor iluminação dos monumentos e bustos seria necessária, já que é a noite que a maioria dos casos de vandalismo costuma acontecer.
De acordo com Deise, depois que as obras são pichadas, pouco se pode fazer para recuperá-las. A tinta spray adere ao monumento e dificilmente é tirada pelas técnicas usuais de limpeza. “Há certo tipo de produto que retira a tinta usada pelos pichadores, mas ela acaba por corroer o material do monumento, geralmente nobre, como o bronze, o que acaba por prejudicá-lo ainda mais”. Um outro produto citado por ela, pode ser usado para não permitir que a tinta spray se fixe nos materiais, mas este é caríssimo e sua aplicação só poderia ser feita a longo prazo, devido os altos custos de compra e contratação de um especialista na aplicação.
Já quando os monumentos e bustos são quebrados ou tem alguma peça furtada (como já aconteceu com uma das quatro liras do monumento a Carlos Gomes, ou a perna do menino do monumento a Dom Nery), a manutenção e recuperação do mesmo dependem de verba da Prefeitura para ser realizada, o que pode demorar meses e até anos.
A falta de verbas, aliás, é outro problema enfrentado na preservação do patrimônio cultural de Campinas. Campanhas de conservação e de manutenção dos bens históricos não são prioridades dos governantes, o que faz com muitos continuem depredados e pichados por longo tempo. “Existe mais discurso sobre a valorização da história e da cultura do que ações”, diz ela. O CONDEPACC está em negociação para liberação de uma verba para manutenção dos 17 monumentos tombados, mas não há previsão de quando isso acontecerá.
Enquanto isso, os monumentos aguardam por reparação, como é o caso do busto de Thomaz Alves, que faz parte de um monumento situado na Praça Carlos Gomes. Alvo de vândalos que tiraram a “cabeça” do monumento, ele aguarda por reparos, estando hoje no deposito do DPJ. Quando isso ocorre, as ações de recuperação são realizadas pela Secretaria de Infra-estrutura, supervisionada diretamente pela CSPC e CONDEPACC. Deise ainda explica que, quando um monumento é tombado pelo CONDEPACC, a supervisão sobre as condições deste é feita com maior regularidade, o que pode facilitar o processo de conservação; o mesmo não ocorre com os bens não tombados. A Prefeitura não possui um mapeamento de monumentos e bens históricos, o que é um erro grave. A única documentação disponível é a que encontra-se no Centro de Documentação do Patrimônio Cultural Maria Luiza Silvania Pinto de Moura, ligado a CSPC, mas limitada aos bens tombados.
Por Ana Paula Fontana
Imagens: Ana Paula Fontana

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