
Com 15 anos de idade, descobri o que eu queria pra mim:ser jornalista.Mais do que uma paixão, tornou-se um ideal de vida.Por falta de condições financeiras ( a vida nem sempre é como queremos),só consegui ingressar na faculdade com 22 anos(idade com a qual estaria me formando!).O tempo passa rápido demais e já estou no 4º ano, 7º semestre.A faculdade é bem diferente do que eu imaginava.Como diz meu querido professor Jeversom, quem faz o profissional é o aluno e não a faculdade.O ensino é bem mais fraco do que eu esperava.Falta muita qualidade, sobra muita pressão e estresse.Nem sempre o fato de uma universidade ter um nome forte significa que ela forme profissionais qualificados.O nome serve para conseguir um bom estágio ou bom emprego, mas nem sempre uma boa experiência acadêmica.Na real, a estrutura da faculdade não é das melhores.Mas quando digo isso não me refiro à Unip Campinas e muito menos aos professores. Refiro-me ao sistema de ensino que deixa a desejar. São regras e normas que vêm de cima e acabam por desanimar os alunos ao longo do tempo.
Apesar disso, não me arrependo deste curso e se preciso fosse, faria tudo de novo.Minha vontade de ser uma grande jornalista supera todos os problemas. E para me ajudar , conto com um time de "primeira linha" de professores. Mais do que isso.Posso dizer que são mestres, dedicados e dispostos a dividir conosco, seus alunos, toda experiência acumulada no mercado de trabalho. Alguns, mais do que professores, tornam-se amigos.Mais do que amigos, referências que vou levar para a vida, sempre com muita admiração e carinho. Com eles aprendi que Jornalismo não é só paixão.Não é só levar notícias ao público, contar como aconteceu um determinado fato.Deveria ser( infelizmente não o é nos dias atuais) um modo de informar e formar cidadãos críticos,pessoas capazes de analisar os acontecimentos e tomar decisões que melhorassem o mundo em que vivemos.Infelizmente, esta profissão tão linda tomou rumos totalmente diferentes....
Não vou citar os nomes dos meus professores, mas aproveito para citar o quanto seus ensinamentos foram e são importantes para mim, não apenas na formação profissional, mas também como pessoa. Não falo isso como "puxa-saco" como muitos falariam, mas sim consciente da importância deles na minha formação. Ideal seria se todos os alunos soubessem também valorizar aquela pessoa que fica na frente da sala tentando nos passar conhecimento. Mas, infelizmente, além de não entederem, ainda desrespeitam e atrapalham o trabalho de nossos mestres.
Agora me pego a pensar que este é meu último de faculdade. Ao escrever este texto, penso em tudo o que aconteceu nestes semestres e, apesar de todas as dificuldades, vou sentir falta da Unip. Não da faculdade em si, mas do aprendizado, das aulas, das lições dentro e fora da sala, e, acima de tudo, dos amigos que ganhei, sejam eles alunos ou professores.
(Texto baseado no original com alterações).

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