
A profissão de jornalista é uma das mais lindas do mundo...Tudo bem, sei que sou suspeita de falar isso, afinal , eu amo tal profissão.Mas é a verdade! É uma profissão que passa a imagem de status, glamour,liberdade.Os jornalistas são vistos como pessoas que nunca caem na rotina, que trabalham incessantemente atrás de informações, fatos, personagens, casos.São grandes contadores de histórias do mundo real.Parecem ter um poder enorme nas mãos, ao ter acesso a informações que a maioria das pessoas não têm.
Tudo isso justifica porque tantos jovens ingressam todos os anos nas universidades em cursos de comunicação.O que a maioria destes jovens talvez não percebem é que existem muito mais "focas” (recém-formados) do que vagas no mercado.Nesse assunto não tenho muita autoridade, afinal, sou apenas uma aluna do 4º ano de jornalismo que nem estágio ainda conseguiu fazer.Minha intenção é apenas dizer que existem muito mais jornalistas do que vagas para jornalistas.Mas, além disso, dizer que existe a necessidade destes alunos se tornarem jornalistas críticos, aprenderem ainda na faculdade a enxergar a realidade desta profissão tão linda. Como falei, não tenho muita autoridade para falar sobre jornalismo, pois ainda não sou formada.Mas já percebi o quanto nossa profissão mudou ao longo dos tempos. Os primeiros "jornalistas" não o eram por formação.Eram advogados, políticos, escritores, pessoas de uma cultura elevada, que tinham por objetivo mostrar o que muitos poderosos queriam esconder.Os primeiros jornais tinham por missão denunciar abusos de poder, ideologias, corrupção,entre outros assuntos.Daí se formou a imagem de que todos jornalistas são cultos, pessoas respeitadas e admiradas pela sua inteligência e cultura apuradas.Acredito que pelo trabalho dessas pessoas nasceram as duas principais características do jornalismo:objetividade e imparcialidade.Objetividade em transmitir uma informação sem "rodeios", sem embolação.Imparcialidade em escrever sem impor opiniões, informando de forma que cada pessoa, com criticidade, tire suas próprias conclusões a despeito da informação. Infelizmente, a realidade que vejo hoje é bem diferente.Todo e qualquer veículo de comunicação, que deveria ser imparcial, acaba defendendo, em suas matérias, seus interessem e ideologias, em maior ou menor grau, perceptível ou não, ao seu público.Mesmo os chamados de "mídia alternativa", estão inclusos nisso.Assim sendo, os jornalistas são obrigados a se adequar a linha-editorial de cada veículo,mesmo que isso seja contra seus próprios princípios.Isso se agrava se pensarmos no que disse anteriormente, que existem muito mais jornalistas do que vagas.Para garantir um lugar no mercado, é aceitar o que aparece, mesmo que não seja exatamente o que se quer. Mas o pior não é isso...Vejo que o jornalismo da atualidade (com raras exceções) reflete a sociedade maluca em que vivemos.As pessoas perderam a noção de princípios, como respeito, responsabilidade, humildade,solidariedade,entre outros.O que se vê são casos de violência, preconceito, escândalos políticos.E a mídia reproduz e difunde isso como se fosse algo natural, normal para nossos dias.Isso quando não transforma um fato em show, como no caso Isabella ou Eloá. O que muitos não percebem, é que este foi apenas mais um (infelizmente!) entre tantos que ocorrem no país.E porque só este teve tanta notoriedade?Porque aconteceu no mundo dos ricos.No mundo dos pobres, isso acontece sempre, mas como disse um dia num espaço ínfimo no jornal Correio Popular o colunista Moacyr Castro, "pobre não tem vez nem na hora de virar notícia". Quanto mais eu estudo jornalismo, mais me decepciono com a mídia atual.Ela é a primeira a propagar o preconceito, a discriminação, a tentar impor opiniões e ideologias.É ela quem ajuda a formar pessoas alienadas, que acreditam estar bem-informadas, mas que sabem apenas o que convém aos meios de comunicação e seus aliados,quando deveria ser um meio de formar pessoas críticas e capazes de tomar decisões para melhoria desta mesma sociedade maluca e perdida em que vivemos...
(Texto baseado no anterior com alteraçõs)
Tudo isso justifica porque tantos jovens ingressam todos os anos nas universidades em cursos de comunicação.O que a maioria destes jovens talvez não percebem é que existem muito mais "focas” (recém-formados) do que vagas no mercado.Nesse assunto não tenho muita autoridade, afinal, sou apenas uma aluna do 4º ano de jornalismo que nem estágio ainda conseguiu fazer.Minha intenção é apenas dizer que existem muito mais jornalistas do que vagas para jornalistas.Mas, além disso, dizer que existe a necessidade destes alunos se tornarem jornalistas críticos, aprenderem ainda na faculdade a enxergar a realidade desta profissão tão linda. Como falei, não tenho muita autoridade para falar sobre jornalismo, pois ainda não sou formada.Mas já percebi o quanto nossa profissão mudou ao longo dos tempos. Os primeiros "jornalistas" não o eram por formação.Eram advogados, políticos, escritores, pessoas de uma cultura elevada, que tinham por objetivo mostrar o que muitos poderosos queriam esconder.Os primeiros jornais tinham por missão denunciar abusos de poder, ideologias, corrupção,entre outros assuntos.Daí se formou a imagem de que todos jornalistas são cultos, pessoas respeitadas e admiradas pela sua inteligência e cultura apuradas.Acredito que pelo trabalho dessas pessoas nasceram as duas principais características do jornalismo:objetividade e imparcialidade.Objetividade em transmitir uma informação sem "rodeios", sem embolação.Imparcialidade em escrever sem impor opiniões, informando de forma que cada pessoa, com criticidade, tire suas próprias conclusões a despeito da informação. Infelizmente, a realidade que vejo hoje é bem diferente.Todo e qualquer veículo de comunicação, que deveria ser imparcial, acaba defendendo, em suas matérias, seus interessem e ideologias, em maior ou menor grau, perceptível ou não, ao seu público.Mesmo os chamados de "mídia alternativa", estão inclusos nisso.Assim sendo, os jornalistas são obrigados a se adequar a linha-editorial de cada veículo,mesmo que isso seja contra seus próprios princípios.Isso se agrava se pensarmos no que disse anteriormente, que existem muito mais jornalistas do que vagas.Para garantir um lugar no mercado, é aceitar o que aparece, mesmo que não seja exatamente o que se quer. Mas o pior não é isso...Vejo que o jornalismo da atualidade (com raras exceções) reflete a sociedade maluca em que vivemos.As pessoas perderam a noção de princípios, como respeito, responsabilidade, humildade,solidariedade,entre outros.O que se vê são casos de violência, preconceito, escândalos políticos.E a mídia reproduz e difunde isso como se fosse algo natural, normal para nossos dias.Isso quando não transforma um fato em show, como no caso Isabella ou Eloá. O que muitos não percebem, é que este foi apenas mais um (infelizmente!) entre tantos que ocorrem no país.E porque só este teve tanta notoriedade?Porque aconteceu no mundo dos ricos.No mundo dos pobres, isso acontece sempre, mas como disse um dia num espaço ínfimo no jornal Correio Popular o colunista Moacyr Castro, "pobre não tem vez nem na hora de virar notícia". Quanto mais eu estudo jornalismo, mais me decepciono com a mídia atual.Ela é a primeira a propagar o preconceito, a discriminação, a tentar impor opiniões e ideologias.É ela quem ajuda a formar pessoas alienadas, que acreditam estar bem-informadas, mas que sabem apenas o que convém aos meios de comunicação e seus aliados,quando deveria ser um meio de formar pessoas críticas e capazes de tomar decisões para melhoria desta mesma sociedade maluca e perdida em que vivemos...
(Texto baseado no anterior com alteraçõs)

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