sexta-feira, 8 de maio de 2009

Jovem é exemplo de dedicação e comprometimento no trabalho voluntário

Glauber Augusto Rodrigues, de 21 anos, profissional de T.I. e estudante universitário é um verdadeiro exemplo a ser seguido por sua geração,preocupada com problemas sociais, mas que quase nada faz para resolver estes problemas.

Glauber é voluntário do Instituto Ingo Hoffmann,entidade que abriga crianças de todo país que vêm a Campinas para tratamento no Centro Boldrini. Ele é um dos cinco voluntários que revezam entre si , uma noite por semana, para dormirem no instituto, e assim ajudar as famílias em casos de emergência, já que os funcionários do instituto tem seu período de trabalho durante o dia.

Nesta entrevista concedida por e-mail, Glauber conta, entre outros assuntos, como conheceu e começou seu trabalho no Instituto Ingo Hoffmann, sua relação com as crianças, à importância do trabalho voluntário, inclusive na sua vida e ainda, e deixa um recado para outros jovens que queiram, como ele, fazer o bem sem esperar nada em troca.

1) Como você conheceu o Instituto Ingo Hofmmann?
Bom, eu conheci o Instituto a partir de quando precisei ficar lá para tratamento. Eles cederam um chalé, onde fiquei por quase dois meses.

2) Como e quando você se interessou por trabalho voluntário e começou no instituto?
Depois que terminei o tratamento, procurei a Regina para falar do meu interesse em fazer um trabalho voluntário, e depois de uma semana que havia falado com Regina já comecei o voluntariado, que faz quase um ano.

3) Como é o trabalho que você realiza no instituto?(o que exatamente você e faz?). Meu trabalho no Instituto é levar as crianças no boldrini, ir à farmácia, atender aos visitantes quando chegam à noite, pois meu trabalho é à noite. E também atender aos telefones. Em geral um pouco de tudo.

4) Qual a importância que você da para o trabalho voluntariado na sua vida?
O trabalho de voluntário é muito importante em minha vida, porque aprendi como a vida pode transformar. Ver aquelas crianças, querendo viver e terem limites, querendo se divertir e não poderem. E saber que reclamamos de tão pouco e que eles sorriem por qualquer coisa, porque eles dão valor na vida. E nas simples coisas que a vida pode oferecer.

5) Como você avalia esse trabalho no seu dia-a-dia?O que mudou ou o que esse trabalho acrescentou na sua vida?(pessoal, profissionalmente, na sua personalidade...).
Pra mim não é um trabalho, mas sim uma conquista que tenho na minha vida. Acrescentou muito na minha vida ser voluntário, aprendi muito em poder ajudar a quem precisa, minha vida mudou totalmente, pois agora tenho vários amigos verdadeiros, que são na verdade anjos que entraram em minha vida. E profissionalmente e na personalidade, isso se torna automático, porque tudo melhora, a gente se torna seres humanos de verdade.

6) você lida diretamente com as crianças do instituto?Como é sua relação com elas?
Minha relação com as crianças é direta, tenho contato com eles sempre. Procuro sempre saber delas, se estão bem ou se estão internadas. Minha relação com as crianças é excelente, eles gostam muito de mim, e eu amo aquelas crianças.

7) você sente algum tipo de dificuldade em realizar seu trabalho?(tipo indisponibilidade de horário, dificuldade em lidar com crianças, dificuldade em lidar com certas situações...?).
Não tenho nenhuma dificuldade, apenas temos que ser natural nas atitudes, fazer com o coração, e na questão de horários, sou voluntário na hora em que tenho maior disponibilidade, para poder estar com eles. Não encontro nenhum problema em estar no Instituto.

8) Trabalhar com crianças geralmente acarreta em apego sentimental, envolvimento pessoal e emocional com elas; crianças principalmente se apegam muito a pessoas que lidam com elas. Como você lida com isso?
Realmente a gente se apega muito as crianças, temos que ser fortes, porque há momentos tristes em que infelizmente temos alguma perca. Onde eu falo que é a hora que o anjo volta pra casa. Peço todos os dias a DEUS que ele possa olhar pelas aquelas crianças e famí­lias que se encontram no INSTITUTO. Mas isso faz parte da vida, temos que aprender com isso também e confiar na misericórdia de nosso Pai eterno.

9) Como você lida com situações como internação, alta e até mesmo óbito de crianças do instituto?
Esses são momentos difíceis, em que temos que nos controlar emocionalmente para confortar as famílias nesse momento tão difí­cil, mas quando estou sozinho, realmente não é fá­cil não expressar a dor que sentimos quando perdemos uma criança. Nas internações, sempre procuro ir visitar elas no boldrini, para poder ajudar em alguma coisa.

10) você toma algum tipo de cuidado quanto a esse envolvimento, principalmente para preservar sua própria saúde? No sentido de não sofrer tanto com a perda ou distancia (no caso de alta, ex)?
O que eu procuro fazer quando eles têm alta ou quando eles não estão mais no Instituto, sempre procurar saber a respeito da criança, se esta bem, mas temos que nos controlar para superar qualquer coisa que venha ocorrer, apesar de ser difícil de controlar às vezes.

11) O que mais você pode dizer sobre o trabalho voluntário?
O que mais posso dizer é que estou muito feliz em fazer parte do INSTITUTO, e que aprendi muito com o trabalho voluntário. Ajudar, fazer e acontecer, é isso que é importante, não ajudar só por ajudar, mas sim ajudar pra ver aquelas crianças mais felizes, e é isso o que importa.

12) Qual recado você deixaria para jovens que desejam começar a desenvolver trabalho voluntário?
Meu recado é que devemos sempre ajudar a quem precisa, não pense que você vai perder alguma coisa, mas sim vai ganhar. Nós jovens, temos o espí­rito de vitória e de conquistas, então conquiste essa vitória em sua vida, seja um voluntário, será o maior presente que você poderá ganhar. Ver o sorriso de uma criança no rosto quando você chega, não tem preço, isso é muito gratificante. Que todos possam ajudar, coloque uma frase em sua vida. Seja VOLUNTARIO Já!

Por Ana Paula Fontana
Imagem: retirada do site http://www.ingohoffmann.org.br

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