Campinas possui história riquíssima.São 274 anos marcados por épocas de evolução e progresso, alternadas com retrocessos. Começou como um pouso de tropeiros no “Caminho dos Goiases”. Tornou-se uma cidade nacionalmente importante através da cultura de cana-de-açúcar e café.
Devastada pela epidemia de febre amarela, como a Fênix que aparece em sua bandeira, reergueu-se e voltou a sentir as glórias do progresso, tornando-se um grande pólo tecnológico, referência nacional e internacional na produção de conhecimento e tecnologia.
Como marcas desta brilhante história, ficaram os prédios antigos, bustos e monumentos de pessoas e acontecimentos que jamais deveriam ser esquecidos. Porem, outra marca que Campinas traz ao longo dos seus 274 anos, é o de não saber respeitar e conservar os traços de seu passado.
Ao longo dos anos, Campinas deixou que sua história fosse pouco a pouco esquecida. A primeira capela, os grandes casarões, as praças e bosques, tudo foi sendo demolido, destruído. O progresso foi chegando e levando tudo que encontrava pela frente. As ruas e avenidas, passagens obrigatórias dos automóveis, transformaram as praças e áreas de lazer.
A “casa das Andorinhas”, o velho mercado das Hortaliças, foi demolida, e despejou para sempre seus ilustres habitantes. O Largo do Rosário deixou de ser um bosque para se tornar um grande calçadão. Antes disso, foi sede de um dos mais importantes templos religiosos da cidade, bem como local de origem do mais imponente monumento que Campinas já teve, o de Campos Sales. A Igreja foi demolida e o monumento transferido.
O Teatro São Carlos também foi demolido, mas, por uma boa causa: dar lugar a um novo teatro, o Carlos Gomes, maior e com mais acomodações. Este teve o mesmo fim, porém, trágico e sem justificativa. Foi substituído pelo progresso, pelo comércio.
O progresso também engoliu uma linda praça. Os cisnes também foram despejados e o lago deu lugar ao concreto. A beleza foi trocada pela desordem, pelo caos, pela paisagem cinzenta de ônibus e cacarecos. Onde hoje se vê desordem e poluição, já foi cenário de lazer e paz.
Mas, além de destruir toda a beleza de seu passado, Campinas faz questão de apagar todos os traços, para que as novas gerações não se reprimam, por não ter tido a oportunidade de conhecer o que foi destruído. Quase não se encontram registros destas belezas de outrora. Nem mesmo nas fontes que deveriam ser oficiais: bibliotecas, centros de memória, universidades. O pouco que se tem está restrito a poucos. Poucos livros, poucos arquivos. A população desconhece sua própria história.
Das andorinhas, pouco se fala. Do teatro e sua morte, testemunhos de poucos que freqüentavam-no e reconheciam seu valor. Da praça, quase ninguém se lembra, e quem não lembra, nem sabe que um dia existiu. Alias, é impossível acreditar que existiu, tendo em vista a paisagem de hoje em seu lugar.
E os monumentos? O que falar deles? Muitos nem ao menos sabem o que são. O que é um monumento? Um busto? Uma herma? E quem são estas pessoas? Porque foram importantes? Para muitos, eles são apenas bancos, encostos, depósito de lixo, empecilho ao progresso e a visão.
Uma cidade que desconhece seu passado não valoriza sua historia. Campinas traz as marcas do progresso. E junto consigo as tristes marcas do descaso e desrespeito. Muitos batem no peito e bradam que amam sua cidade. Mas são poucos o que realmente conhecem a “cidade das andorinhas”, a “princesa do oeste”, a “cidade fênix”.
Devastada pela epidemia de febre amarela, como a Fênix que aparece em sua bandeira, reergueu-se e voltou a sentir as glórias do progresso, tornando-se um grande pólo tecnológico, referência nacional e internacional na produção de conhecimento e tecnologia.
Como marcas desta brilhante história, ficaram os prédios antigos, bustos e monumentos de pessoas e acontecimentos que jamais deveriam ser esquecidos. Porem, outra marca que Campinas traz ao longo dos seus 274 anos, é o de não saber respeitar e conservar os traços de seu passado.
Ao longo dos anos, Campinas deixou que sua história fosse pouco a pouco esquecida. A primeira capela, os grandes casarões, as praças e bosques, tudo foi sendo demolido, destruído. O progresso foi chegando e levando tudo que encontrava pela frente. As ruas e avenidas, passagens obrigatórias dos automóveis, transformaram as praças e áreas de lazer.
A “casa das Andorinhas”, o velho mercado das Hortaliças, foi demolida, e despejou para sempre seus ilustres habitantes. O Largo do Rosário deixou de ser um bosque para se tornar um grande calçadão. Antes disso, foi sede de um dos mais importantes templos religiosos da cidade, bem como local de origem do mais imponente monumento que Campinas já teve, o de Campos Sales. A Igreja foi demolida e o monumento transferido.
O Teatro São Carlos também foi demolido, mas, por uma boa causa: dar lugar a um novo teatro, o Carlos Gomes, maior e com mais acomodações. Este teve o mesmo fim, porém, trágico e sem justificativa. Foi substituído pelo progresso, pelo comércio.
O progresso também engoliu uma linda praça. Os cisnes também foram despejados e o lago deu lugar ao concreto. A beleza foi trocada pela desordem, pelo caos, pela paisagem cinzenta de ônibus e cacarecos. Onde hoje se vê desordem e poluição, já foi cenário de lazer e paz.
Mas, além de destruir toda a beleza de seu passado, Campinas faz questão de apagar todos os traços, para que as novas gerações não se reprimam, por não ter tido a oportunidade de conhecer o que foi destruído. Quase não se encontram registros destas belezas de outrora. Nem mesmo nas fontes que deveriam ser oficiais: bibliotecas, centros de memória, universidades. O pouco que se tem está restrito a poucos. Poucos livros, poucos arquivos. A população desconhece sua própria história.
Das andorinhas, pouco se fala. Do teatro e sua morte, testemunhos de poucos que freqüentavam-no e reconheciam seu valor. Da praça, quase ninguém se lembra, e quem não lembra, nem sabe que um dia existiu. Alias, é impossível acreditar que existiu, tendo em vista a paisagem de hoje em seu lugar.
E os monumentos? O que falar deles? Muitos nem ao menos sabem o que são. O que é um monumento? Um busto? Uma herma? E quem são estas pessoas? Porque foram importantes? Para muitos, eles são apenas bancos, encostos, depósito de lixo, empecilho ao progresso e a visão.
Uma cidade que desconhece seu passado não valoriza sua historia. Campinas traz as marcas do progresso. E junto consigo as tristes marcas do descaso e desrespeito. Muitos batem no peito e bradam que amam sua cidade. Mas são poucos o que realmente conhecem a “cidade das andorinhas”, a “princesa do oeste”, a “cidade fênix”.
Por Ana Paula Fontana
Imagem: Ana Paula Fontana
Imagem: Ana Paula Fontana

O descaso torna um desrespeito da própria população que esquece de quem foi a estatua homenageada.
ResponderExcluirA Pichação pode se limpar sim
Mais.. o descaso e a falta de lembrança da população
Isso que me deixa mais magoada.